10 anos!!!

Há 10 anos, nessa época, eu estava curtindo pela primeira vez na minha vida a sensação de ser magra. Lembro como se fosse hoje de cada detalhe, do treino, da alimentação, reuniões de CCA e das conversas que tinha com os novos amigos.

Eu sempre fugia de fotos, odiava. Primeiro porque não sou fotogênica mesmo, segundo porque ficava evidente a gordura espalhada no corpo. Pra muita gente isso não é nada, mas pra mim era. Porque no fundo, não era apenas uma questão de aparência, mas de saber que tinha alguma coisa errada na minha relação com a comida.

Não é normal uma pessoa comer como eu comia. Comer, comer, comer, até passar mal, então tomar um remédio pra aliviar e poder continuar comendo. Comer porque está feliz, comer porque está triste. A comida era um tipo de droga pra mim.

Lembro das vezes que fui parar no hospital, uma delas com dilatação no estômago.

Essas fotos foram feitas nessa época, um presente do marido pra fechar um ciclo dificil, doloroso, porque comer compulsivamente é um vício e como qualquer vício a gente tambem sofre os efeitos das abstinência.

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Eu tinha dores físicas, estômago, cabeça, insônia…meu corpo queria comer compulsivamente, queria tomar antiácidos e laxantes, pra poder comer mais e mais, além do limite do passar mal.

Ao contário do alcool, a gente não pode evitar a comida, mas assim como se ensina em AA, nós tambem aprendemos a evitar “a primeira mordida compulsiva

E foi assim, um dia de cada vez, uma mordida compulsiva a menos que eu fui conseguindo.

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Em fevereiro de 2004 eu tava encarando o primeiro treino em foco: circuito e intervalo, lembro direitinho a desconfiança que olhei pra ele, porque realmente achava impossivel entrar em forma malhando tão pouco, mas me surpreendi vendo como ficava cansada depois de cada sessão.

Estava na minha melhor forma, física, mental, emocional. Eu ia dizer que estava melhor do que agora, mas não…naquela época eu não sabia qual era meu problema, agora eu sei. O corpo tá melhor do que nunca, olho pra mim e não acredito que cheguei onde cheguei, com a idade que tenho.

E no entanto ainda tem tanto pra fazer, aprender, criar, mudar, melhorar…em todos os sentindos…

Isso é o bom da vida, estar em constante movimento, aberta pra mudar, aperfeiçoar…

Obrigada a voces que fazem parte da minha história por tanto tempo!

Namastê!

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