Entre altos e baixos

Boa notícia: estou sobrevivendo. Já estou até voltando a fazer atividade física e comer – quando eu ia imaginar que meu sonho de consumo seria comer, mais ainda, engordar. Sentir fome. Eu disse sentir mas não é só fome que eu queria sentir não. Queria sentir tudo, porque sinceramente teve um momento que eu achei que nunca mais ia sentir nada além de dor (não vou listar as coisas ruins que sentia porque ninguem merece!). Lembro de um dia que sai de casa e esfriou pra burro e eu fiquei super feliz em sentir frio, muito frio – pelo menos estava sentindo algo além do medo. E no metrô? Nunca gostei de andar de metrô, mas isso ficou sinistro. Enfim… 2 meses sem comer, nem domir direito. Emagreci, fiquei horrivel – cadavérica – é a palavra certa.  E eu sem entender o que estava acontecendo comigo. Cada um falava uma coisa. Mas…

O diagnóstico do psicologo é de ansiedade/depressão/insônia – quer dizer, tudo né? na verdade uma coisa anda de mãos dadas com as outras. Que eu sempre fui ansiosa todo mundo sabe, tambem já tive vários momentos depressivos ao longo da vida, mas tudo-junto-ao-mesmo-tempo-e-com-essa-intensidade? Pára tudo! “Foi o choque, o trauma” o médico disse. “O acidente foi o gatilho que trouxe tudo isso à tona”.  Na verdade isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, porque ansiedade e depressão são doenças que devem ser tratadas por especialista. A gente até pode ir controlando, empurrando com a barriga, mas se não tiver tratamento adequado, uma hora dá curto no circuito e a gente pira na batatinha mesmo. Ainda não começamos a terapia propriamente dita. As primeiras entrevistas foram pra me conhecer melhor, conversa, conversa e mais conversa. Na última sai de lá chorando porque ele cavou fundo, bem fundo…me fez reviver coisas que não gostaria, mas sei que são essenciais pra minha recuperação. Amanhã tenho outra, espero que começar logo a terapia.

Saber exatamente o que eu tenho me deu um alívio enorme. Não sabia que a maioria das coisas que estava sentindo eram sintomas da depressão. Tô lendo muito a respeito, conversando com outras pessoas que tem e o grupo de fibra (Abrafibro) tem me ajudado muito no tratamento – além da familia e do marido, claro. No grupo tem muitas dicas de alimentação pra esses casos e a nutricionista passou uma dieta pra me ajudar. Tambem tive uma longa conversa com meu orientador físico, me senti acolhida e compreendida, ele deu conselhos bacanas e me motivou muito.

E antes que alguem pergunte: não tá fácil mesmo, são tantos altos e baixos que as vezes fico confusa. Assusta, não, apavora. É tudo muito novo e muito intenso pra mim. Mas…

A ótima notícia é que não vou desistir, eu vou fazer o que for preciso pra ficar bem, me recuperar, restabelecer minha saúde e equilibrio físico e mental e espiritual. Com certeza eu vou sair dessa muito melhor, porque agora eu estou tratando do jeito certo, com ajuda profissional.

Bom, por hoje é só…se der, amanhã eu volto.

2 comentários

  1. Força, deve ser doloroso a beça mas pelo seu relato é necessário. E com todo esse amparo que graças a Deus você está tendo você vai conseguir. Sua coragem é admirável. Beijos!

Adoro comentários!

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