Discutindo a relação

Dizem que o casamento é uma relação em que um dos dois sempre está certo e o outro é o marido, é brincadeira, mas tem um fundo de verdade. Não gosto de desmerecer os homens. Eu gosto de homens, não imagino minha vida sem o meu exemplar, mas vamos combinar que eles dificilmente vão cometer o desatino de reclamar de nós pra nós mesmas, principalmente se eles sabem que isso pode provocar o apocalipse…

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E vamo combinar que nós gostamos de falar né? Mais que isso, a gente gosta dimontão de reclamar. Mais ainda, reclamar deles. Daí a gente não perde a oportunidade de fazer uma dr’zinha básica (que geralmente acontece no período da TPM) e acabar com a moral dele. E aí  ele começa a fugir disso como o chifrudo da cruz, porque sabe que DR nesse caso quer dizer: “falar mal de você pra você mesmo” ou “te culpar pela tragédia do nosso casamento”. No fundo eles tambem não gostam quando a gente fica reclamando deles, das coisas que fazem ou deixam de fazer, principalmente quando sabem que não podem ser honestos e falar o que pensam da gente, daí ou se calam e deixam a gente falando sozinha ou já começam a conversa na defensiva (porque sabem que vão ser acusados de algo) ou partem pra ignorancia (e começam a te jogar coisas “nada a ver” na cara) ou simplesmente começam a evitar qualquer situação que possa levar a uma DR – agora pensa na frustração de viver assim?! A única coisa não aceitável é a agressão – não há justificativa nem pra agressão verbal, nem física tá? Fora isso, o resto, chega a ser engraçado – quando não é trágico.
Meu marido tambem fugia das letrinhas. A comunicação entre nós chegou num ponto que ele pensava duas vezes antes de dizer “boa noite” quando chegava em casa do trabalho porque isso podia acabar em discussão. E como que a gente resolveu isso? Eu baixei minha bola. Entendi (e aceitei) minha parcela de responsabilidade no casamento e aprendi a ouvir o que ele tinha a dizer. Mas primeiro tive que conquistar a confiança dele, ora, como ele vai saber se realmente pode falar o que quiser sem criar uma crise ou piorar a que já estamos vivendo? Isso acontece aos poucos, não tem jeito. Comigo aconteceu enquanto fazia o programa de CCA, ele percebeu minhas mudanças e começou a se abrir mais. No começo é um choque ouvir seu marido reclamar de certas coisas, como eu disse lá em cima, ninguem gosta né? Mas minha auto estima estava boa e aprendi a superar, analisar e raciocinar, tambem com a ajuda dele. Aos poucos nos tornamos cúmplices, camaradas que podiam falar de tudo um pro outro e mais importante, a gente sempre entrava num acordo quando não concordavamos com algo. Não, as discussões não acabaram – elas fazem parte do casamento, acho mesmo que elas animam as coisas por aqui.
Meu conselho pra quem não consegue conversar com o parceiro é: primeiro fortaleça sua auto estima, senão qualquer coisa que ele disser vai te ferir profundamente, segundo, deixe ele sentir segurança em falar com você, aprenda a ouvir e pensar antes de responder, não atropele, nem interrompa enquanto ele estiver falando (o mesmo vale pra vocês viu meninos?), terceiro, não se faça de vítima, nem faça acusações, ameaças ou cobranças, seja objetiva, direta e muito franca consigo mesma antes de falar o que pensa e finalmente, esteja aberta a mudanças quando elas forem necessárias, porque não adianta perder tempo com DR se é pra continuar do mesmo jeito. Quanto a ele, se vai mudar ou não, depende só dele e da disposição em manter a relação – aí voce vê se vale a pena continuar investindo nele ou não…

4 comentários

  1. Golfinho, a mim ajudou!

    Não que eu vá usar agora! Estou reunindo munição para me fortalecer e analisar cada aspecto da minha vida: cada um mesmo. Não tenho pressa, estou fazendo isso com atenção e seleção de atitudes. Cada dica que você deu foi precisa e será eficaz no momento certo, pois bate com minha atual forma de pensar e construção de minha auto estima. Vou reler mais algumas vezes para assimilar melhor a essência de suas palavras.

    Beijoca, minha fonte inspiradora!

    1. Tá fazendo certo amiga, aprendi a duras penas que tudo tem sua hora, principalmente quando não depende só da gente pra resolver. FAlo por experiencia propria, antes eu achava que tinha que resolver tudo na hora, mas não é bem assim, as vezes o que a gente realmente precisa é dar tempo ao tempo e esperar o momento certo de falar ou agir, se for o caso, nesse meio tempo a gente deve investir na nossa auto estima, sempre, muitas vezes quando chega a hora de sentar e discutir a relação, a nossa mudança foi tanta que o outro está totalmente aberto ao diálogo, é como um espelho sabe? nosso amor próprio reflete no outro…

      Conte comigo sempre!

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