Comida e emoções

O texto abaixo, copiei do blog da Lu Francesa e mostra claramente qual a relação do comedor compulsivo com a comida e me fez refletir muito, principalmente, no quanto estou comprometida (se estou de verdade) com a minha abstinência, porque assim como um alcoolatra não pode dar o primeiro gole, o comedor compulsivo tem de se esforçar pra evitar a primeira mordida compulsiva. Espero que ele ajude a entender melhor o que acontece na mente doente de um comedor compulsivo:

Carência afetiva e alimentação

Para que os participantes dos meus seminários se apresentem, peço-lhes para confeccionarem um crachá. Em um canto do papel, escrevem como imaginam que seriam suas vidas se a comida não fosse um problema. Muitos escreveram a palavra ‘chata’. Quando os questiono sobre o assunto, comentam que não saberiam o que fazer com seu tempo. Falam que a vida seria sem graça e sem emoção.
Afirmam: ‘Quando fico procurando comida com aquela ânsia desesperada, e você sabe o que quero dizer, quando não consigo o suficiente e é uma questão de vida ou morte conseguir colocar aquele pedaço de chocolate na minha boca naquele exato minuto – isso faz parte de um momento de crise louca, divertida. Gosto desse momento de crise. Gosto de me sentir vivo. Sem o vaivém que acontece em torno da comida, a vida seria mais calma, mas acho que seria chata também’.
E continuam: ‘Engordar e emagrecer, viver fazendo regimes, é como estar numa montanha russa emocional. Em alguns dias tenho medo e em outros me sinto bem pra burro, mas pelo menos sinto alguma coisa. Não consigo imaginar como seria minha vida se não tivesse a comida para ocupar o meu tempo’.
Não há nada de chato em ser uma pessoa que come compulsivamente. Das duas,uma: ou você se odeia porque está gordo demais e tonto com a perspectiva de emagrecer, ou está pronto para acabar consigo mesmo quando come demais. O caos, a intensidade e o drama são acontecimentos normais no dia-a-dia de quem tem compulsão pela comida. Sofrer é uma maneira de estar no mundo.
É como se desempenhássemos o relacionamento pai-filho dentro de nós quando comemos. Se o que ouvimos, ou pensamos que ouvimos, quando crianças era que éramos maus e, portanto, merecíamos o que nos acontecia, livramo-nos disso comendo até nos sentirmos tão desconfortáveis que não conseguimos nos mexer.
É comum alguém que não come de maneira compulsiva pensar ser absurdo comer tanto a ponto de se sentir mal. Por que razão haveria alguém de querer comer tanto? Qual o sentido disso? O sentido não é o prazer do sabor, da textura ou do cheiro da comida; comer em excesso é uma forma de dar a nós mesmos o que acreditamos merecer.
O comer compulsivo é uma reencenação dramática do sofrimento e/ou da violência que testemunhamos como crianças em nossas famílias.
Nosso relacionamento com a comida é um microcosmo de tudo o que aprendemos sobre amar e ser amado, sobre nossa autovalorização. É o palco em que reencenamos nossa infância.
Se sofremos abusos, abusaremos de nós mesmos com a comida. O grau em que somos violentos, abusivos, autopunitivos é proporcional ao grau de violência, abuso e punição que recebemos. Aprendemos como fazê-lo por terem feito conosco.

Lú querida, já agradeci no blog, mas agradeço de novo…de vez em quando a gente precisa ler uma coisas dessas pra reassumir o compromisso com a vida.

Namastê!

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8 comentários

  1. Oi Cris querida, fico feliz que tenha te ajudado de alguma forma, que tenha feito refletir… ele me tocou tb, e por isso achei que deveria colocar ele no texto…

    Obrigada por sua opinião.

    Beijocas,Lu.

  2. Oi Cris…

    Super interessanteeste texto…amei! Vou me policiar cada vez mais para vencer a compulsão..(nem sei se o que tenho é compulsão, mas no último fim semana tive um ataque bem fora do normal….)

    Saudades…
    (já dei o beijo que vc mandou na Isabella).
    Beijos e fique com Deus!

  3. Vamos de carro pra todo lugar e depois vamos correr sem sair do lugar nas esteiras de academias. –F. Gikovate

    pra vc ver a palestra sobre o assunto abaixo, aqui vai o link.

    programa: Café Filosófico
    apresentadora: Maria Luísa Mendonça
    série: Cultura do Excesso
    palestrante: Flávio Gikovate – cerca de 50 minutos
    pintores estéticos citados: Ticiano, Rubens e Botero

    http://video.google.com/videoplay?docid=4929313620384840026

    isso casa muito bem com o texto que a Lu Francesa e vc postaram em seus blogs.

  4. Oi Cris,
    É por isto que eu gostaria de ter seguido Psicologia, o conhecimento do comportamento humano, para mim, é um estudo constante. Mas quem sabe se ainda não chegarei lá?
    No entanto, acho óptimo a Cris pôr aqui estes textos para que outras pessoas possam ler e aprender um pouco sobre o tema e quem sabe poder ajudar outras a não voltarem a fazer o mesmo. Eu acho que é sempre uma ajuda.
    Beijinhos querida

  5. Oi amiga

    Poxa, eu ja tinha lido este texto da Lu, amei demais, tem tudo a ver!!!
    E vc, como esta?
    Menina, eu to com uma tendinite que tem tomado conta de mim… mas ao mesmo tempo estou lotada de afazeres…
    To fazendo a ginastica em casa, correndo qdo nao chove e pulando na cama elastica qdo chove.
    Minha alimentacao ate ta bacana, mas nao estou estressando muito nao!!!
    Bjs amiga
    Vi

  6. Querida Cris primeiro brigadooo pela força,eu consegui alterar…te espero no msn pra gente papear gostoso….
    adorei o texto da lu e concordo com vc temos que evitar msm a primeira mordida compulsiva…beijaço
    annie/balzaca

  7. olá minha flor, eu já tinha lido esse texto no log da Lu…e sempre fico na dúvida se sou ou não compulsiva…as vezes acho q sou mesmo é comilona e nada mais rsrsrs.Espero q vc esteja bem e mais animada aí pq eu estou bombando aqui viu? nossa minha vida está dando uma grande virada…parece sonho Cris!!! já me peguei duas vezes agradecendo e dizendo q eu não mereço…mas acho q Ele achou q mereço e tá bom demais…um beijo grande, obrigada pela sua torcida…fica com Deus

  8. Fez todo sentido. Sabe que agora que to bem pertinho da minha meta, tenho a sensacao que vou sentir um vazio… tipo, nao vou me ocupar desta velha companheira que eh a batalha contra a balança. Quando a gente passa boa parte da via se ocupando com isso, eh dificil se livrar depois.

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