Vítima perfeita

Conheço algumas pessoas que se deram bem com relacionamentos virtuais, meu sobrinho é um exemplo – conheceu a namorada pela internet e estão juntos há 4 anos e um amigo de infância reencontrou o “grande” amor da sua vida depois de 20 anos e estão de casamento marcado. Mas isso é raro, normalmente as pessoas estão mesmo a procura de aventura extra-conjugais e pra isso usam todo tipo de artifício, com a vantagem do anonimato. Incrível ver como tiram onda com certas mulheres, usam o mesmo discurso pra todas e a maioria cai como antas.  Não tenho nada contra, nem a favor. 

Com essa já são três amigas que caem no conto do amante virtual.  Querem saber as histórias?

1ª – história básica de mulher sozinha,  conheci num grupo de saúde e boa forma, fazia o tipo loura/linda, mas era tambem inteligente  – quer dizer, eu achava né? Conheceu um rapaz no msn por intermédio de um amigo de faculdade, e duas semanas depois foi se encontrar com ele, num shopping, à tarde, como manda o figurino. Mas assim que ele chegou disse que tinha um “pepino” pra resolver no “Haras” da família dele e perguntou se ela não queria ir com ele. A besta nem pensou, foi.  Achou estranho  quando chegaram numa coisa que ela não sabe definir se era sítio, estábulo ou chiqueiro abandonado e se deparou com dois outros caras esperando por eles. Ela tomou cerveja e comeu amendoins com eles, já que eram tão bonitos, bem vestidos, pareciam bem informados, de classe, o tipo que a gente quer levar pro altar – achou que estavam acima de qualquer suspeita. Ficou bebada e foi usada e abusada. Quando se deu conta estava sozinha, suja, no meio da Castelo Branco. Ligou pro primo que foi buscá-la e apesar dela não querer, levou direto pra delegacia onde ela foi humilhada, porque segundo o delegado: como ela pode ter sido estuprada se ela foi de livre e espontânea vontade, se comeu e bebeu com os homens e se não havia marcas ou qualquer outro hematoma provando que ela lutou contra os homens?

2ª – a divorciada pra frentex, na minha opinião uma guerreira,  dois filhos, a menina adolescente. Tambem conheceu o rapaz na internet, ele ficou quase um ano tentando convece-la a marcar encontro, sabia tudo da vida dela e ela muito pouco da vida dele. Se interessava pelos filhos dela, principalmente pela menina, dizia que iam se dar bem se o relacionamento rolasse. Finalmente se encontraram, ela se apaixonou, levou o cara pra casa dela, aprensentou aos filhos, a mãe e ao ex-marido. Mais alguns meses e ela precisou fazer uma cirurgia, coisa simples, algumas horas de internação e já iria pra casa – ele se ofereceu pra buscar as crianças na escola, que fofo! O tempo foi passando e as crianças ficando diferentes com ela, que precionou até que o garotinho em prantos falou que o “titio” tinha passado a mão na irmã dele no dia que foi buscar na escola e ao ser questionada a garota confirmou que houve várias outras tentativas depois disso – muitas delas, na fuça da mãe que de tão apaixonada não percebia o mal que estava fazendo aos próprios filhos. Porque vc não falou nada pra mamãe? perguntou ela pra filha. Porque você só via ele na sua frente. Respondeu a filha. E de fato, ela só acreditou porque percebeu a mudança no humor das crianças. Se afastou do cara sem dizer o motivo, explicou apenas que tinha perdido o interesse, ficou com medo dele fazer alguma coisa pior. Mas as marcas ficaram nas crianças.

3ª – a casada hipócrita, já faz algum tempo que acompanho a odisséia dela.  Ela costumava dizer que sexo virtual não é traição. Se envolveu até os talos com um carinha e apesar da insistência dele, ela não queria encontro pessoal – aí sim, seria traição. O casamento era perfeito, ela trabalha de manhã, ele o dia todo, ela era tipica gorinha-recalcada, que tem vergonha até se trocar na frente do marido – que por sua vez e pelas palavras dela mesma: estava sempre fazendo algum elogio, agrado ou demonstrando sua admiração por ela, ela preferia molhar a calcinha com um estranho a tarde inteira, do que se acertar com o marido que chegava em casa a noite cheio de amor pra dar.  Não conheço os detalhes da história porque fiquei muito tempo sem me conectar, mas essa semana começou com um e-mail desesperado. Ela foi encontrar o cara, um tipão bonitão (exatamente como nas fotos), ficou mais apaixonada ainda. E ele por sua vez tentou disfarçar a decepção, mas sairam mais algumas vezes até ela ser convencida a ir pro motel. Tomou alguns copos de vinho e cochilou, acordou atordoada, como se tivesse tomado calmante. Era tarde já e estava sozinha. Ligou pra recepção, nenhum recado, a conta tinha sido paga como pernoite, no cartão de crédito dela, ela tinha de assinar ao sair. Vasculhou a bolsa, a carteira estava lá. Sem cartão, nem talão de cheque, nem dinheiro algum, sequer o vale transporte e o tiquet que recebe da empresa estava lá. Zerada.  Mas o tumulto estava só começando, como ia explicar pro marido uma conta no motel?  E nesse tumulto todo, não pensou em cancelar conta, nem cartão. No dia seguinte o limite do banco estava estourado, o cartão de crédito sem limite e ela totalmente desmoralizada em frente ao marido, a familia e os amigos.

Então é isso, são fatos, nunca pensamos que pode nos acontecer até o dia que acontece.

Tambem não tenho nada contra relacionamentos virtuais, como disse, conheço muita gente que se deu bem e eu mesma fiz a maioria dos meus amigos (homens e mulheres) via msn, mas uma coisa eu não faço jamais, sair pra encontrar um estranho, seja homem ou mulher, sozinha e olhe lá que muitas vezes não vou nem acompanhada. Tambem acredito que existe muita verdade na internet, pelo mesmo motivo – o anonimato. Infelizmente muita gente não sabe usar isso de forma positiva e construtiva e se pensarmos a internet poderia até proteger de certas “roubadas”, já que vc tem a chance de conhecer muito bem a pessoa antes de um encontro. Eu devo muito a internet, foi aqui que encontrei  o CCA e fiz amizades incríveis, talvez eu tenha sorte, porque graças a Deus, os poucos “chatos” que aparecem na minha vida virtual, são imediatamente extintos.

Namastê!

[…”Saiba com quem andas que saberei quem você é“…]

7 comentários

  1. Realmente passada!!! Sabia de muitos casos, mas ouvi-los assim, dissertativos como estão, não mesmo. Sinto muito por estas pessoas. Mas sejamos coerentes, a vida real proporciona tanto ou mais prazer do que a virtual, basta acreditar em si próprio e ir a luta. Realmente VIVER a vida INTENSAMANTE. Beijinhos!

  2. Minha ex namorada nos conhecemos na internet namoramos 3 anos e ficamos até noivos, terminamos pq acho que nao deveria acontecer, ma eu acredito nas boas relaçoes q sao criadas atravez da internet =]

    bjs

  3. Oi Cris!
    Li as 3 histórias. Eu fiz alguma amigas na net, antes de entrar na blogsfera light, época q tinha blog dos filhos e até nos conheçemos pessoalmete e a amizade dura até hoje, apesar de nenhuma de nós + ter blog de filhos.Mas sei q tb existe o lado negro da força, e q mt vezes se passa por bonzinho até mostar a cara.
    Agora , a primeira história é de lascar. Esse delegado tinha q ter sido processado, sua amiga bobeou. Já q já tinha passado a vergonha , ia até o fim, ele desrespeitou as leis tanto quantos os estrupadores. Triste. A única coisa q me anima numa história dessa , é q nenhum crime sai impune. Pode sair agora pelas leis do homem, mas cada pessoa é responsável pelos seus atos e a vida vai cobrar de cada um esse abuso com outro semelhante, seja nesta ou em outra vida.
    Bjs!
    Leka

  4. Oi Cris,
    Tenho andado um pouquinho sumida mas não esqueci de si. Cá estou e já li os textos atrasados.
    Pois como muito bem diz é preciso ter muito cuidado, no entanto, muitas vezes isso acontece porque a solidão que existe por esse mundo fora é muita e a net é um meio para escapar disso. Mas tem de se estar atento porque só pela maneira da conversa se vê se a pessoa presta ou não. Eu por exemplo já tenho ido a blogues que só lá vou uma vez e vejo logo que não interessa. Aí não sei se será o meu sexto sentido, por isso também que só vou a poucos blogues, prefiro poucos mas bons do que andar a saltitar por aí e me aparecer no colo o que não quero.
    Agora a outra face da moeda é essa mesmo a solidão, não ter com quem conversar, não se sentir bem com a própria pessoa e fica como se tivesse uma venda nos olhos. São os perigos da net.
    Um beijão grande querida

    Namastê

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