Todos os dias, assim que a gente acordava, corria pra casa onde a Princesa dormia, pra ver como ela estava, brincar, limpar. Hoje, eu tinha acabado de acordar e minha irmã me gritou, a Princesa morreu. Não acreditei, corri pra lá e não consigo esquecer a imagem da minha caçulinha, deitada atrás da porta, de frente pra parede, os bracinhos e perninhas esticados, duros, uma espuma saiu da boquinha, escorreu porta afora.
Quando cheguei na casa, toquei nela, estava gelada, dura. Eu chamei, pedi pra ela levantar, pra vir brincar comigo que eu ia fazer outra bola de meia, mas ela não reagia…
Ela estava tão bem, as feridas da doença secando e até as perninhas machucadas estavam fortes, tão fortes que ela corria comigo pelo quintal. Não podia me ver que deitava e ficava mexendo os bracinhos pedindo carinho na barriga.
Ontem ficou o dia todo no quintal, brincando com as cachorras da minha cunhada, ficamos tão felizes. Toda noite íamos dar boa noite pra ela, eu e meu marido, ontem saimos de lá as 23:00 e ela estava bem, resmungou como sempre porque não queria ficar sozinha. Eu só não trouxe ela pra minha casa por causa da Susi que é briguenta e eu tinha medo de machucar a nenê.
Minha irmã e minha cunhada dizem que ouviram ela chorar e arranhar a porta ontem a noite, entre 23:30 e meia noite e as cachorrinhas da minha cunhada latiram muito tambem, acharam que ela estava querendo sair pra brincar, minha irmã ainda pensou em ir lá colocar ela na cama, mas ela ficou quieta e então minha irmã foi dormir.
Não consigo me conformar, o que mais me dói é saber que ela pediu socorro, sofreu, agonizou pra morrer e que morreu no chão frio e duro, tendo um cafofo quentinho, limpinho, lavado com amaciante.
A médica veio buscar o corpinho pra cremar, disse que provavelmente ela sofria do coração, pelos sintomas que tinha, mas que nada podia ser feito pois estava tão traumatizada, tão machucada e assustada que ficava difícil até diagnosticar outras doenças além das que ela confirmou.
Nós sabemos que fizemos tudo o possível, mais incível é o amor que a gente tem por ela, o vazio que ficou nesse quintal é mortal. Até os outros cachorros estão sentindo a nossa tristeza.
Já orei muito a Deus pra me acalmar, me acalentar, confortar, conformar…mas não consigo, dói muito, toda vez que eu lembro.
Nem tive tempo de tirar uma foto dela pra postar aqui, então procurei por essa, é a mesma carinha, a mesma cor de pelagem, ela já estava criando alguns pelinhos e mais alguns meses ficaria assim, desse jeitinho.
Já tinhamos decidido, silenciosamente, a não deixar leva-la pra adoção, ela era nossa – era minha, porque me amou, me “adotou” como dona oficial dela. Dizem qeu os bebês é que escolhem os donos, e ela me escolheu e eu estava toda orgulhosa.
Acredito que São Francisco de Assis vai receber esse serzinho, ela vai ser tratada pra acabar de curar sua doença, vai ficar boa e feliz no céu canino.
Meus olhos estão até machucados de tanto chorar, mas não consigo parar, toda hora lembro do corpinho dela no chão. Não consigo esquecer…
Fico lembrando da mãe da Isabella, não consigo imaginar minha atitude diante de uma tragédia dessas, acho que eu morreria literalmente, não tenho forças, nem essa maturidade espiritual pra aceitar a morte, seja de um ser humano ou de um cachorrinho.
Mas eu tive bons momentos com ela, brinquei, fiz carinho, cuidei, amei.
Penso que a maldita que fez isso com ela, que judiou, maltratou e depois jogou na rua, nunca vai saber o quanto ela era doce, amável, alegre. Nunca vai saber como era bom ver os olhinhos dela brilhando toda vez que eu chegava, sentir as mordidinhas brincalhonas de bebê novinho, o choro pedindo pra eu ficar, a festa quando eu voltava.
Peço a Deus que me console, a São Francisco de Assis que continue o que começamos e a ela, minha Princesa, que descance em paz, feliz, e que saiba que foi muito amada por nós aqui dessa casa, que vamos sentir sua falta e que não vamos esquece-la jamais…
Desculpem o desabafo, mas isso está me sufocando e não tenho com quem desabafar…





Um colinho saindo a jato….minha neguinha que triste =/…olhe só infelizmente ela se foi mas fica em vc a certeza que fez tudo que podia por ela….tornou a estadia dela confrtavel e feliz….te adoro viu
Ai, Cris, cada vez que eu leio um relato assim, eu choro. Mal consigo enxergar as letras no monitor, mas vou tentar escrever alguma coisa. E dizer qualquer coisa nessa hora me soa inútil, mas saiba que compartilho de sua dor. Só quem ama os bichinhos assim como nós sabe o quanto é dolorido passar por isso. Eu nem me emociono tanto quando morre uma pessoa, mas um bichinho… é fogo… um serzinho tão inocente, tão puro e livre de preconceitos como são os animais não mereciam conviver com nós seres humanos tão imperfeitos e cheios de maldades. Mas como tudo tem uma exceção, nós que os amamos e os valorizamos, fomos abençoados com a honra de tê-los conosco. Eu tenho seis gatinhos em casa que dormem comigo, não saem na rua, me dão muito carinho e me fazem muita companhia. Eu me sinto uma pessoa muito feliz por isso, pois os encontrei na rua e eu sei que algo me levou a eles. Um anjinho da guarda, um guia espiritual, alguma coisa assim, porque eu precisava conhecer o que era o amor de um bichinho. Minha mãe nunca me deixou ter bichinhos quando eu era pequena e quando morava com ela. Hoje eu não me vejo mais sem meus gatinhos. Um dia vão morrer, eu sei, e eu vou sofrer demais, mas existe uma coisa além do nosso alcance que se chama “lei da vida”. E só cabe a nós, seres imperfeitos, aceitá-la fazendo o nosso melhor. Vc fez o seu melhor. Não teve qualquer responsabilidade nos maltratos que a bichinha sofreu, muito pelo contrário, tentou amenizá-los da melhor forma possível. Quando temos a certeza de que fizemos a nossa parte, Cris, surge um sentimento de paz dentro de nós. Procure pensar assim. Porque é só dessa forma que a gente encontra forças pra continuar a viver nesse mundo cheio de maldade e violência… Fique bem e tente aproveitar o feriado da melhor forma possível. Bjo! Cris
psiu…como vc está hoje? tô aqui viu te adorooo
Nossa, imagino a sua dor, eu fiquei aqui numa agonia danada, só de ler. Eu tenho um cachorro que é minha paixão, meu caçula como digo sempre, é um viralatinhas muito mimado e safadinho que eu amo, amo, amo. Em casa ele manda e desmanda, domina o ambiente, fica onde quer, não raro sobe na minha cama durante a noite p/ esquentar meus pés ou os do Vicente (na verdade, para fazer nossos pés de travessseiro).
Desejo muita força aí, creia que S. Francisco e S. Lázaro cuidarão sim da Princesa e ela, com certeza, sabe que foi amada sim!Beijo.
Ai Cris…To triste por vc.Fica tranquila amiga essa dor vai passar!
Não fica assim vc vai superar…Nem sei o que te dizer na verdade.
Gostaria apenas de lhe desejar que vc consiga superar,e se precisar de alguma coisa pode contar comigo.
Um grande beijo…
Cris sei como é essa dor. Minha outra pet sofria do coração e quando a deixamos no vet … não consigo esquecer os olhos dela como se fosse uma despedida. Foi muito jovem 4 anos.
eles são da família amigos e companheiros.
Sinto muito mesmo Cris
bjs
só agora lí o post..que pena Cris!
mas pode ter certeza que ela está lá com são Francisco, juntinho dele. ano passado minha dog alemã morreu de infarto.tinha 9 anos. linda, enorme, preta e reluzente. parecia um cavalo.simplesmente de uma hora pra outra ela passou mal. ficou com falta de ar, convulsões, e não levantava mais. tentamos tudo mas nada resolveu.foi ataque cardíaco mesmo. no dia seguinte ela morreu, enquanto fazia um eletrocardiograma na clínica veterinária.era o maior xodó do meu pai.ele adorava ela. todos nós adorávamos.e a 2 anos foram 4 gatinhos meus. em especial minha amada Betty Boop. ela dormia comigo. era cinza fumaça.persa, a coisa mais fofa do mundo. era toda temperamental.rsss! cheia de maniazinhas, parecia gente. eu amava aquela coisinha.até hj sinto falta dela do meu lado na hora de dormir.ela tinha 12 aninhos. uma vez ouví que eles estão lá, no céu dos bichinhos á nossa espera. e quando chegar nossa hora estarão lá, nos esperando, fazendo festinha e nos acompanharão até o outro lado do arco-íris pra nunca mais deixarem nossa companhia.nossa, haverá um zoológico a minha espera!rsss! que bom!
mas fique calma amiga. só o tempo cura isso.sei como é…
bjs!
Oi Cris,
Querida chorar faz bem, alivia. E sei como é essa dor. A gente pega-se aos animais como se fosse família e depois é uma chatice. Por isso meu marido não quer animais cá em casa. É que além do trabalho que dão, é depois os sentimentos que esses pequenos seres nos despertam.
Beijinhos querida
Namastê